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Tudo que você precisa saber sobre a vacinação da poliomielite

Mesmo que o Brasil não registre casos do poliovírus selvagem desde 1989, a vacinação segue sendo a principal forma de prevenção: manter altas coberturas vacinais é o que impede a reintrodução da doença no país.

A proteção começa na infância e depende de que as doses recomendadas sejam recebidas no período indicado.

Como vacinar

Calendário de vacinação

Desde novembro de 2024, a gotinha (VOP, feita com vírus vivo atenuado) saiu do calendário de rotina e todas as doses passaram a ser da VIP, a vacina inativada, aplicada por injeção.

A mudança segue recomendação da Organização Mundial da Saúde: em casos raríssimos, o vírus atenuado da gotinha podia sofrer mutação e voltar a circular. A VIP não oferece esse risco, porque é feita com vírus incapaz de se replicar.

Confira abaixo o esquema oficial do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para proteção contra a poliomielite.

Aos 2 meses

1ª dose VIP (injetável)

Aos 4 meses

2ª dose VIP (injetável)

Aos 6 meses

3ª dose VIP (injetável)

Aos 15 meses

1º reforço com VIP (injetável)

Aos 4 anos

2º reforço com VIP (injetável)

Campanhas anuais

Atualização da caderneta de 1 a 4 anos

Fonte: Ministério da Saúde — Calendário Nacional de Vacinação. Desde 2024, a gotinha (VOP) saiu do calendário de rotina e todas as doses passaram a ser da vacina inativada (VIP). Em caso de dúvida sobre a caderneta, leve-a à UBS mais próxima.

Checagem rápida

A caderneta do seu filho está em dia?

Escolha a idade da criança para ver quais doses já deveriam estar registradas na caderneta.

Esta checagem é apenas orientativa e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Nada do que você seleciona aqui é armazenado.

Perguntas frequentes

Dúvidas frequentes sobre a vacinação

A vacina contra a pólio é segura?
Sim. A vacina usada hoje no calendário brasileiro é a VIP, injetável, aprovada pela Anvisa e recomendada pela OMS. A gotinha (VOP), usada na rotina até 2024, também foi amplamente estudada por décadas. Reações graves são raríssimas e o risco da doença é incomparavelmente maior que o risco da vacina.
Quem deve tomar a vacina?
Todas as crianças a partir dos 2 meses, completando o esquema com o reforço aos 4 anos, conforme o calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações. Pessoas que nunca foram vacinadas e profissionais de saúde também podem precisar — consulte a UBS mais próxima.
Quais os riscos de não vacinar?
Sem a vacina, a criança fica vulnerável ao poliovírus. A maioria das infecções não apresenta sintomas, mas parte dos casos evolui para paralisia irreversível, que pode se instalar em poucas horas e não tem cura. Adultos não vacinados também podem adoecer. Quanto menos pessoas vacinadas, maior a chance do vírus voltar a circular.
Onde tomar a vacina?
Em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) do SUS, gratuitamente, durante todo o ano. Em campanhas anuais, postos extras são abertos em escolas e espaços comunitários.
Posso vacinar várias vacinas no mesmo dia?
Sim. O calendário do PNI prevê justamente isso, e o sistema imunológico do bebê tem capacidade de sobra para lidar com várias vacinas simultâneas. Conversar com o profissional de saúde tira qualquer dúvida.
E se a caderneta estiver atrasada?
Não é preciso recomeçar. O profissional de saúde avalia a caderneta e completa apenas as doses faltantes, na chamada atualização (ou resgate) do esquema vacinal. Vá à UBS o quanto antes.

Informações de vacinação consultadas em fontes oficiais do Ministério da Saúde. As recomendações podem ser atualizadas. Em caso de dúvidas sobre a vacinação, procure um profissional de saúde.