Sobre nós
Uma reportagem feita com cuidado, palavra por palavra.
Conheça a autora, a orientadora e a metodologia por trás de De Gota em Gota.
A autora
Quem escreve esta reportagem
Sou Ivis Mancini, nascida em Descalvado, São Paulo e com o sonho de poder retratar uma temática no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que fizesse parte da minha história. Minha avó foi acometida pela poliomielite antes de completar um ano de vida e convive, até hoje, com as consequências deixadas pelo poliovírus.
Foi a partir dessa proximidade que comecei a olhar para a poliomielite não apenas como uma doença que pertence ao passado, mas como uma história que continua presente na vida de muitas pessoas e como uma questão de saúde pública que ainda exige atenção.
Ao longo da apuração, encontrei histórias de pacientes que viveram a poliomielite, profissionais que acompanham suas consequências e dados que ajudam a compreender por que uma doença eliminada do Brasil ainda pode representar um risco.


A orientadora
Quem orientou este trabalho
A reportagem foi desenvolvida sob orientação da Profa. Dra. Vivianne Lindsay Cardoso, docente do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), câmpus de Bauru.
Ao longo da realização do projeto, a orientação acompanhou as diferentes etapas da construção da reportagem: da definição do recorte e da apuração à organização das informações e ao desenvolvimento da narrativa hipermídia.
A orientação foi fundamental para transformar uma inquietação pessoal em um projeto jornalístico, contribuindo para que a reportagem conciliasse rigor na apuração, responsabilidade jornalística e sensibilidade na abordagem de um tema que envolve saúde pública e memória.
Profa. Dra. Vivianne Lindsay Cardoso
Departamento de Jornalismo — FAAC/UNESP
Câmpus de Bauru
O projeto
Por que reportagem hipermídia?
A reportagem hipermídia permite reunir diferentes linguagens em uma mesma experiência: texto, fotografia, vídeo, áudio, dados, documentos e elementos interativos.
A escolha desse formato partiu da própria complexidade do tema. Contar a história da poliomielite exige olhar para diferentes momentos: a chegada das vacinas, as grandes campanhas de imunização, a eliminação da doença no Brasil, a queda das coberturas vacinais e o risco de reintrodução do vírus.
Ao mesmo tempo, é preciso ouvir quem viveu essa história. Por isso, a reportagem combina informação, memória e dados, permitindo que o leitor percorra diferentes camadas do tema e compreenda como uma doença que parece pertencer ao passado ainda produz consequências no presente.
Objetivo
O que esta reportagem busca mostrar
- 01
Informar: Explicar o que é a poliomielite, como a doença pode ser prevenida e por que a vacinação continua sendo necessária.
- 02
Contextualizar: Apresentar a trajetória da poliomielite no Brasil, desde a circulação do vírus e a criação das vacinas até a eliminação da doença e a atual queda das coberturas vacinais.
- 03
Dar voz: Registrar as experiências de pessoas que viveram a poliomielite e daqueles que convivem com suas consequências, preservando uma memória que não aparece apenas nos dados.
- 04
Alertar: Mostrar que a ausência de casos por décadas não significa que a ameaça tenha desaparecido e que a manutenção da vacinação é fundamental para evitar a reintrodução do vírus.
Metodologia
Como a reportagem foi construída
A apuração desta reportagem combinou entrevistas, pesquisa documental e análise de dados.
As entrevistas permitiram reunir diferentes perspectivas sobre a poliomielite, desde a experiência de pessoas que tiveram contato direto com a doença até a visão de profissionais e especialistas que ajudam a compreender seus impactos, a vacinação e o cenário atual.
Os relatos pessoais ocupam um lugar importante na narrativa. Mais do que ilustrar os dados, eles ajudam a recuperar experiências que fazem parte da memória da poliomielite no Brasil e mostram que as consequências da doença podem permanecer por décadas.
A pesquisa documental e bibliográfica foi utilizada para contextualizar a história da poliomielite, das vacinas e das políticas de imunização, além de acompanhar a evolução das coberturas vacinais e o risco de reintrodução do vírus.
Para a construção da reportagem, foram consultados dados e documentos de órgãos públicos, organizações internacionais, instituições de pesquisa e trabalhos acadêmicos, sempre buscando cruzar informações e priorizar fontes confiáveis.
Jornalismo e responsabilidade
Informação também é uma forma de cuidado
Falar sobre vacinação exige responsabilidade. Por isso, a reportagem procura diferenciar evidências científicas, dados oficiais, relatos pessoais e opiniões, deixando claro ao leitor de onde vêm as informações apresentadas.
Os relatos pessoais não são utilizados como substitutos das evidências científicas, mas como parte da dimensão humana da história.
Da mesma forma, os dados são apresentados dentro de seu contexto para evitar interpretações simplificadas sobre um tema que envolve saúde pública, memória e decisões individuais.
O objetivo não é apenas contar uma história sobre a poliomielite, mas oferecer ao leitor elementos para compreendê-la.
Contato
Vamos conversar?
Críticas, correções, sugestões de pauta ou apenas uma palavra:
tudo é bem-vindo.